Ter um segundo imóvel pode representar muito mais do que simplesmente possuir outro patrimônio.
Dependendo da fase da vida, dos objetivos financeiros e da localização do imóvel, ele pode cumprir funções completamente diferentes: servir como casa de lazer, moradia para familiares, espaço profissional, reserva patrimonial ou fonte de renda.
O ponto mais importante é entender se esse imóvel está sendo utilizado de forma coerente com os objetivos da família.
Neste artigo, vamos mostrar algumas das principais possibilidades de uso para um segundo imóvel e quais pontos devem ser considerados antes de decidir o que fazer com ele.
Antes de decidir, entenda qual é a função desse imóvel
É comum que um segundo imóvel seja adquirido em determinado momento da vida e, com o passar dos anos, sua finalidade deixe de fazer tanto sentido.
Isso pode acontecer com:
- imóveis herdados;
- apartamentos comprados para os filhos;
- casas que deixaram de ser a residência principal;
- imóveis adquiridos como investimento;
- propriedades de lazer pouco utilizadas;
- imóveis recebidos em partilhas.
Nessas situações, vale fazer uma pergunta simples:
Qual é a função desse imóvel hoje?
A resposta ajuda a definir se faz sentido mantê-lo como está, utilizá-lo de outra forma ou buscar uma alternativa que gere algum retorno.
1. Utilizar como imóvel de lazer
Uma das possibilidades mais comuns é transformar o segundo imóvel em uma casa de lazer.
Pode ser uma casa na praia, no campo ou em uma região utilizada pela família durante finais de semana, feriados e férias.
Essa alternativa pode fazer sentido quando o imóvel é utilizado com frequência e existe uma relação emocional ou familiar importante com o local.
Mas é importante considerar os custos envolvidos.
Mesmo sendo utilizado poucas vezes ao ano, o imóvel pode gerar despesas com:
- manutenção;
- limpeza;
- IPTU;
- condomínio;
- segurança;
- jardinagem;
- seguro;
- pequenos reparos.
Por isso, vale comparar o quanto a família realmente utiliza o imóvel com o custo anual de mantê-lo.
2. Disponibilizar para filhos ou familiares
Outro uso bastante comum é disponibilizar o imóvel para algum familiar.
Pais podem manter um apartamento para filhos que estão estudando, por exemplo, ou disponibilizar uma casa para parentes próximos.
Nesse caso, o imóvel exerce uma função familiar clara.
Ainda assim, é importante organizar questões como:
- quem será responsável pelas despesas;
- como serão tratadas manutenções;
- quem pagará condomínio e IPTU;
- por quanto tempo o imóvel será utilizado.
Mesmo dentro da família, definir essas responsabilidades ajuda a evitar problemas futuros.
3. Utilizar como escritório ou espaço profissional
Dependendo do tipo e da localização, o imóvel pode ser transformado em um espaço profissional.
Apartamentos, salas ou casas podem servir como:
- escritório;
- consultório;
- espaço de atendimento;
- sede de pequena empresa;
- coworking.
Antes de utilizar o imóvel dessa forma, é importante verificar a legislação, o zoneamento e as regras do condomínio, quando houver.
Nem todos os imóveis permitem atividades comerciais.
4. Manter como reserva patrimonial
Algumas famílias mantêm um segundo imóvel como parte da composição do patrimônio.
Nesse caso, o objetivo principal não é necessariamente utilizá-lo ou obter renda imediata.
O imóvel funciona como um ativo que pode ter uma finalidade futura.
Pode ser utilizado posteriormente para:
- moradia;
- venda;
- sucessão;
- geração de renda;
- mudança de cidade;
- apoio financeiro.
Essa estratégia pode fazer sentido, mas exige acompanhamento.
Mesmo como reserva patrimonial, o imóvel precisa ser conservado e continua gerando custos.
5. Preparar para uso futuro
Talvez o segundo imóvel tenha sido adquirido pensando em uma etapa futura da vida.
Pode ser um apartamento para aposentadoria, uma casa para os filhos ou um imóvel em uma cidade onde a família pretende morar mais adiante.
Nesse caso, manter o patrimônio pode fazer sentido.
Mas se esse uso ainda está distante, vale avaliar o que fazer durante o período em que o imóvel não será utilizado.
Um patrimônio pode continuar disponível para o futuro e, ao mesmo tempo, cumprir outra função no presente.
6. Utilizar para locações de curta duração
Em algumas regiões e tipos de imóvel, a locação por períodos curtos pode ser uma alternativa.
Esse modelo costuma ser associado a turismo, viagens a trabalho ou estadias temporárias.
Pode oferecer flexibilidade ao proprietário, mas exige uma gestão mais intensa.
Entre as atividades envolvidas estão:
- anúncios;
- atendimento aos hóspedes;
- limpeza;
- entrega de chaves;
- manutenção;
- controle de reservas;
- acompanhamento de avaliações.
Além disso, é importante verificar as regras do condomínio e a legislação aplicável.
7. Colocar o imóvel para locação tradicional
Outra possibilidade é utilizar o segundo imóvel como fonte de renda recorrente.
Na locação tradicional, o proprietário mantém o patrimônio enquanto recebe uma receita mensal pelo uso do imóvel.
Esse valor pode ajudar em diferentes objetivos:
- complementar a renda familiar;
- formar uma reserva;
- pagar despesas do próprio imóvel;
- contribuir para aposentadoria;
- financiar outros projetos;
- ampliar o patrimônio.
Nesse cenário, o imóvel deixa de ficar parado e passa a exercer uma função financeira mais ativa.
Segundo imóvel vazio também gera despesas
Um ponto importante é que não utilizar o imóvel não significa que ele deixou de gerar custos.
Mesmo vazio, podem continuar existindo despesas com:
- condomínio;
- IPTU;
- seguro;
- limpeza;
- manutenção;
- reparos;
- segurança.
Dependendo do imóvel, esses valores podem representar uma despesa significativa ao longo do ano.
Por isso, a decisão de manter um segundo imóvel fechado também deve fazer parte do planejamento financeiro.
Existe também o custo da renda que não está sendo gerada
Além das despesas, existe outro fator que nem sempre é percebido: o potencial de renda do imóvel.
Imagine um apartamento com possibilidade de aluguel de R$ 1.800 por mês.
Se ele permanecer vazio durante um ano, são R$ 21.600 em receita bruta potencial que deixaram de ser gerados.
Isso não significa que todo segundo imóvel deva obrigatoriamente ser colocado para locação.
Mas esse valor é uma informação importante para tomar uma decisão consciente.
Como escolher a melhor alternativa?
Não existe uma única resposta.
A melhor utilização depende de fatores como:
- objetivos da família;
- localização do imóvel;
- estado de conservação;
- despesas mensais;
- potencial de aluguel;
- frequência de uso;
- necessidade de liquidez;
- planos para o futuro.
Uma boa forma de começar é comparar cada alternativa.
Faça algumas perguntas
Antes de decidir, vale responder:
Com que frequência utilizamos esse imóvel?
Existe previsão de uso nos próximos anos?
Quanto custa mantê-lo por mês?
Ele precisa de manutenção frequente?
Quanto poderia gerar de renda?
Existe demanda de locação na região?
Queremos continuar com esse patrimônio no longo prazo?
Essas respostas ajudam a transformar uma decisão emocional em uma avaliação mais objetiva.
Segundo imóvel não precisa ser sinônimo de patrimônio parado
Muitas vezes, o proprietário quer manter o imóvel porque acredita em seu valor no longo prazo.
E isso não significa que ele precise ficar fechado.
A locação permite que o imóvel continue pertencendo à família enquanto passa a gerar renda.
Para muitos proprietários, essa combinação é interessante justamente porque não exige vender o patrimônio para obter algum retorno financeiro dele.
O imóvel também precisa estar preparado para ser utilizado
Independentemente da finalidade escolhida, o estado de conservação faz diferença.
Um imóvel fechado por muito tempo pode apresentar:
- umidade;
- mofo;
- problemas hidráulicos;
- pintura deteriorada;
- instalações sem manutenção;
- desgaste de portas e janelas.
Por isso, antes de mudar a utilização do imóvel, vale fazer uma revisão completa.
Em alguns casos, pequenos ajustes já são suficientes para colocá-lo novamente em uso.
Se a opção for alugar, o valor correto faz diferença
Um erro comum é definir o aluguel apenas com base no valor que o proprietário gostaria de receber.
O mercado considera diversos fatores:
- localização;
- metragem;
- número de dormitórios;
- garagem;
- estado de conservação;
- infraestrutura;
- características do condomínio;
- oferta de imóveis semelhantes;
- demanda da região.
Um valor muito acima do mercado pode aumentar o tempo de vacância.
Já um preço bem posicionado tende a tornar o imóvel mais competitivo.
E quem cuida de tudo durante a locação?
Esse costuma ser um dos principais receios de quem nunca alugou um segundo imóvel.
A locação envolve diferentes etapas, como:
- divulgação;
- atendimento aos interessados;
- visitas;
- análise cadastral;
- contrato;
- cobrança;
- acompanhamento de pagamentos;
- manutenção;
- relacionamento com o locatário;
- vistoria.
Quando o proprietário não quer assumir diretamente essa rotina, pode contar com uma administradora.
Assim, o imóvel pode gerar renda sem exigir que o proprietário fique responsável por toda a operação do dia a dia.
Seu segundo imóvel está cumprindo a função que você imaginou?
Ter um segundo imóvel pode abrir várias possibilidades.
Ele pode ser um espaço de lazer.
Pode atender alguém da família.
Pode fazer parte do patrimônio de longo prazo.
Pode ter uma função profissional.
Ou pode se transformar em uma fonte de renda.
O mais importante é não deixar a decisão acontecer por inércia.
Se o imóvel está fechado, pouco utilizado ou gerando despesas há bastante tempo, talvez seja o momento de analisar outras possibilidades.
Na Fuhro Souto, ajudamos proprietários a entender o potencial de locação dos seus imóveis e a avaliar como esse patrimônio pode passar a gerar renda sem deixar de fazer parte dos planos da família.
Perguntas frequentes
O que fazer com um segundo imóvel que não utilizo?
É possível mantê-lo como reserva patrimonial, disponibilizá-lo para familiares, utilizá-lo como imóvel de lazer, vender ou colocá-lo para locação, entre outras possibilidades.
Vale a pena deixar um segundo imóvel fechado?
Depende dos objetivos do proprietário. É importante considerar os custos de manutenção e o potencial de renda que deixa de ser gerado durante o período de desocupação.
Posso alugar um imóvel mesmo que queira utilizá-lo no futuro?
Sim. É possível planejar a locação considerando os objetivos futuros do proprietário e as condições do contrato.
É melhor aluguel tradicional ou por temporada?
Depende do tipo de imóvel, da localização, do perfil do proprietário e do nível de envolvimento desejado na gestão. Cada modelo possui características diferentes.
Como saber quanto meu segundo imóvel pode render?
Uma avaliação de mercado leva em consideração localização, características do imóvel, conservação, demanda e valores praticados em imóveis semelhantes.
Preciso reformar o imóvel antes de alugar?
Nem sempre. O ideal é avaliar o estado de conservação. Em muitos casos, pequenos reparos, pintura e manutenção já podem deixar o imóvel adequado para locação.
Uma imobiliária pode administrar todo o processo?
Sim. Uma administradora pode atuar desde a divulgação e seleção do locatário até contrato, cobrança e acompanhamento da locação.
